José Luiz
O PODER E SUAS NUANCES
O poder é algo efêmero, pura ilusão de quem pensa que o detém para sempre. É feito vento que não se pode aprisionar, feito fumaça que esvoaça por entre os dedos. Hoje, pode-se ocupar posições hierárquicas superiores, amanhã estar em condição de subserviência. E vice-versa. O que não pode vir abaixo são a dignidade e a honradez. Vai-se o poder, mas permanece o ser humano, com seus valores, seu legado construído. É certo que existem aqueles que ficam rodeando os detentores do poder, feito abutres. São os amigos do poder. Servirão a qualquer majestade, apenas para permanecer no círculo vicioso da corte. Olham atravessados os que passaram e ofertam bajulações gratuitas a quem chega. São figuras comuns que não fazem juz ao menor respeito.
O poder deve ser exercido com os princípios da isonomia, da justiça, da temperança. Há relações de poder em todas as instâncias da vida: no trabalho, na escola, nas lides políticas, na religião. Em todas elas, prevalecerão as conquistas oriundas de um trabalho feito com correção, exercido com a liderança sadia e sem maquiavelismos e intenções escusas. É fundamental que haja o privilégio às nobres finalidades, em detrimento das causas menos profícuas e altruístas. O zelo pela história erguida nos alicerces da integridade e do bom senso deve ser prioritário. Assim, haveremos de conquistar o merecido respeito dos que, de forma isenta de paixões, podem avaliar e avalizar sua trajetória.
É isso aí!
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