José Luiz
Não tenha medo de reiniciar. Às vezes, dar uns passos para trás significa recuperar energia vital para poder avançar quilômetros mais tarde. Refaça os pensamentos, recicle os projetos, rearranje-se sempre. Uma hora dessas, não vai ter jeito – quase todos passam por isso, a gente tem que brecar para começar tudo de novo. Tem quem se envergonha da perda material e se deprime. O que o homem não pode perder é a vontade de viver, o dom da honestidade, a sabedoria do respeito ao próximo, o amor da família e dos verdadeiros amigos, o brilho nos olhos. Moedas vão e vem. A vida nos ensina que nem sempre a perda é sinal de fracasso. Talvez, aquilo que imaginávamos somente nosso se desvencilha e atravessa entre nossos dedos como fumaça. Era como se fosse um muro à nossa frente, a tábua de salvação, o nosso porto seguro. Aí, quando esse muro desmorona, o horizonte se posta magnífico diante de nós, oferecendo-se todo, entregando-se por completo. Se ficarmos aprisionados à imagem do muro, não teremos meios para prosseguir. No entanto, se arregalarmos os olhos e conseguirmos enxergar toda a vastidão que se coloca alvissareira, poderemos dar saltos, ao invés de passos.
Há quem mora no passado e não consegue se desgarrar de jeito nenhum. Fatos controversos que ocorreram no ontem, algumas vezes impedem que observemos o hoje e almejemos o amanhã. Não podemos ignorar a história que construímos. Essa história, porém, é bom que se deixe claro, ainda não chegou ao epílogo, tem muito que ser acrescida. Pessoas novas, fatos novos, situações novas ainda comporão o tecido da nossa existência, refazendo continuamente esta colcha de retalhos chamada vida.
Dê chance ao novo. Não tenha medo de tentar algo diferente, dentro de seus princípios e valores. Acrescente à sua rotina, novos desafios e persiga-os. O tempo passará de todo jeito, é implacável, mas você se tornará alguém bem mais arejado e cheio de perspectivas renovadoras.
É isso aí!
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