José Luiz

20:35 gustavoealexandre 0 Comments



CELULAR


Já perceberam como nos tornamos prisioneiros do celular? Não conseguimos mais ir a lugar algum sem carregar esse perverso aparelho. Ele nos acorrenta, torna-nos dependentes da comunicação rápida e fatigante. Se não encontrarmos quem a gente quer naquele exato momento, parece que nada funcionará direito dali por diante, tal a ânsia de contato imediato que desenvolvemos a partir do advento do celular. Não tiramos mais tempo em ir à casa das pessoas, em fazer uma visita, olhar nos olhos, bater nos ombros, trocar bons momentos de conversa, sem maior compromisso.
Uns carregam-no no bolso de trás, da frente, do lado, nas mãos. O importante é que se tornou companheiro inseparável de crianças, jovens e adultos. Agora, com essa onda de bônus todo mundo virou ligador (sinta-se com o dedo apontado pro seu rumo). Melhor assim: aquela mania dos toquinhos era desprezível. Há três anos, ninguém tinha celular lá em casa. Hoje temos quatro. Não é um disparate. Trata-se de conveniência. Basta um dos membros da família trocar de celular, que alguém vai herdar o aparelho desprezado. O chip é tão barato que qualquer um pode ter o seu número particular. Então, a febre vai só aumentando. Não sei bem como funciona esse negócio, mas fico preocupado com o dia em que as linhas estiveram enfim saturadas e todos nós, no afã de fazer uma mísera ligação, estivermos reféns das operadoras, clamando para que as mesmas solucionem rapidamente o problema.
Que a tecnologia seja bem-vinda, assim como os msn`s da vida. Que venha a TV de alta definição, geladeira com internet, celular com possibilidade de compartilhar imagens ao vivo. Que venham todas as invenções e invencionices que o homem puder criar. Mas, não permita que nada disso substitua os afetos da convivência humana. Nada é mais prazeroso que o abraço fraterno dos amigos e familiares. Use o celular para fazer negócios, até mesmo para matar a saudade – da voz – do ente querido. Utilize-o principalmente para estreitar os laços, marcar encontros, distribuir gentileza. Faça do seu moderno aparelho um instrumento de difusão de bons presságios.
É isso aí!


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