Zé Luiz
GRATIDÃO
Gratidão é algo
que não se cobra, não se exige, não se impõe. Pela vida da gente, passam muitas
pessoas que deixam marcas e imprimem lições. Aprendemos, tantas vezes, mais com
aquele que erra mais do que com os pregadores da virtude. Bom mesmo é aprender
a não sermos iguais àquilo que não nos encanta. Não posso condenar alguém
porque em determinado momento da vida pensou diferente de mim, tomou outros
caminhos, trilhou novas possibilidades. Nessa brincadeira de viver, a via é
quase sempre de mão dupla. O que a mão direita oferta, a esquerda nem precisa
ficar sabendo. Para praticar a caridade, não é necessário alvoroços, nem
propaganda escandalosa.
O filho deve
ser grato aos pais pela possibilidade do existir. Os pais, por sua vez, gratos
pela rica oportunidade de poder passar adiante seu legado. Tudo gratuito,
natural. O empregado deve ser grato pelo trabalho que rende o sustento de seu
lar. Os patrões, mais gratos ainda por ter colaboradores que contribuem
efetivamente na produção de sua riqueza. Grata é a esposa que tem o abraço
protetor do marido. O marido, que se preze, nem dá conta do volume da gratidão
que tem por tamanha cumplicidade e amor.
Somos feitos
uns para os outros. Mesmo dos inimigos dependemos. A diversidade de cores e
formas que compõem a teia que nos liga faz-nos dependentes, vinculados, meio
que atados. Guardar rancor mancha a beleza da teia, deixa desbotadas as cores,
corrói a força e o viço que dão vigor à existência.
É isso aí!
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