Zé Luiz

09:56 José Luiz 0 Comments




Chega-se um tempo na vida que não há tempo mais para esperar. Vivemos à custa dos medos e desconfianças que acumulamos na trajetória. Somos agarrados e amarrados a algumas verdades absolutas que nos impedem de correr certos riscos. Achamos que não podemos mais isso, nem aquilo e que passamos da idade. Os anos deitam sobre nossas camas de forma feroz. A bateria, dantes plenamente carregada de energia, vai se atenuando. Aí, quando resolve alguma coisa, já não tem mais reservas, só as reservas que empacaram seus anseios. “Uma vida gasta cometendo erros não é mais honrada, mas é mais útil do que uma vida gasta fazendo nada." George Bernard Shaw simplifica o que tantos tentam dizer em longas dissertações e ensaios. É preciso gastar a vida de maneira que ela se torne maior do que ela irá durar, que o legado surja dos arrojos e dos desafios de um viver criativo. 
Arrisque-se um pouco mais. Dê à vida o melhor de si, mergulhando nas coisas que deseja fazer. Nem sempre iremos fazer o que queremos, mas devemos querer o que fazemos, para fazer bem, para surpreender, para ser diferente da mesmice dos que não conseguem arredar os pés do cimento já quase endurecido. 
Desfaça-se dos grilhões que impedem de ver o pôr do sol, as novas perspectivas e possibilidades, os desafios de recomeçar. Cai o muro, brota o horizonte que se apresenta vistoso para os projetos que pululam nascidos das ruínas e do passado que ampara tudo o que somos. Que o medo nos proteja dos perigos, mas não se torne impedimento para uma vida mais fecunda e intensa. 
É isso aí!

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