TRAVESSIA #49 - APEGO

22:20 José Luiz 0 Comments


"Não podemos fazer do nosso apego uma espécie de escravidão, de cárcere que nos prende e aprisiona os outros. Quem ama sabe o momento certo de soltar as mãos, de deixar voar, de permitir as distâncias."

Olá, amigos e amigas.

O quadro Travessia é transmitido pela 102 FM, todas as terças, às 8h. No programa que foi ao ar no dia 01 de agosto falamos sobre o APEGO.

Se não foi possível ouvir pela rádio, ouça por aqui. Você pode, inclusive, baixar e escutar pelo
celular ou pelo som do carro. Fique à vontade para compartilhar.

Enviem suas dúvidas, inquietações, sugestões para o número (34) 99674 5252 (WhatsApp da Rádio). Vamos manter sempre nosso diálogo em sintonia.

Um abraço do professor!

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RESSENTIMENTO

22:37 José Luiz 0 Comments



A palavra ressentimento é precedida do prefixo re. Significa sentir de novo, repetir o sentimento. Algo que está guardado e ainda não passou, não foi possível o perdão. Cada vez que se repete aquela história que machucou, sente-se a dor novamente, renova-se o vigor de um sentimento ruim. Melhor é deixar pra lá, é viver livre das amarras destes rancores e amarguras. Tem certas coisas com as quais não convém desperdiçar energia e ficar rememorando, sendo que faz mal. O ressentimento pode o levar ao desejo de vingança. E vingança é aquela velha história, querer desejar a morte de alguém tomando veneno. É muito pior para quem carrega estas emoções negativas. O ressentimento vai nos corroendo, nos consumindo, até que nos tornamos pessoas amargas, sem esperança, sem vislumbrar alegria em nada, desconfiando de tudo e todos, sem amor à vida, sofremos e fazemos sofrer. Seremos pessoas de difícil convívio, e assim vamos afastando de nós quem mais amamos. Ninguém quer compartilhar o tempo com gente assim.

Essa coisa do ressentimento é algo tão ruim e pesado que ele fica, mas cobra um preço. Uma hora a conta chega, e geralmente vem em forma de doenças físicas e psíquicas. Nossos maiores inimigos não são pessoas, são os sentimentos ruins que nutrimos pelas pessoas, especialmente a mágoa e o ressentimento. Só faz nos destruir por dentro, nos apequenar, murchar nossas alegrias, minar nossa força vital. Despeça-se sem culpas de suas malas de ressentimentos, a viagem será bem mais leve sem elas. Caminhe com a alma leve, livre destas cargas negativas que vivem a nos machucar.

Na travessia de um mato, a gente vai acumulando carrapichos grudados na vestimenta. Livre-se deles antes que façam parte definitivamente de sua essência. Sejamos fortes. Ressentimento é coisa de gente fraca, que se deixa tolher, contaminar por algo tão ruim, que só faz adoecer, entristecer. Livrar-se de ressentimentos é um ato de inteligência, uma escolha sensata de quem quer o melhor para si, pois ressentir só faz minar a própria vida, vai matando aos poucos. Coloque os assuntos desagradáveis, as más lembranças, aquelas que machucam a alma, para o esquecimento. Dedique a elas a melhor das homenagens: sumir de sua mente. Dê a elas um grande e sonoro esquecimento. Guarde suas capacidades mentais, suas memórias, para as boas lembranças e as vivas alegrias já vividas. Ressentimento, mágoa, é lixo que vamos acumulando dentro da gente. Não somos depósitos de lixo! Somos gente, prontas para viver melhor. 

É isso aí!

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TRAVESSIA #48 - RESSENTIMENTO

22:17 José Luiz 0 Comments


"O ressentimento atravanca nosso caminho e impede de enxergar a beleza de viver livre, sem as amarras do amargor e do ódio."

Olá, amigos e amigas.

O quadro Travessia é transmitido pela 102 FM, todas as terças, às 8h. No programa que foi ao ar no dia 25 de julho falamos sobre o  RESSENTIMENTO.

Se não foi possível ouvir pela rádio, ouça por aqui. Você pode, inclusive, baixar e escutar pelo
celular ou pelo som do carro. Fique à vontade para compartilhar.

Enviem suas dúvidas, inquietações, sugestões para o número (34) 99674 5252 (WhatsApp da Rádio). Vamos manter sempre nosso diálogo em sintonia.

Um abraço do professor!

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IMAGINAÇÃO

19:11 José Luiz 0 Comments



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A VENDA

11:09 José Luiz 0 Comments



“Menino, corre! Vai lá na venda ajudar seu pai!” Assim era o chamado que ecoava até o fundo do quintal. Deixava o que estava fazendo, brincando com carrinhos feitos com sabugos, lavava as mãos e apressado ia atender os fregueses na venda de meu pai. De parafusos ao pão que o Jovito levava todo dia cedinho em sua perua surrada; de fumo de corda à vara de pescar; de pacotes de arroz à corda de sizal; de Leite de Rosas aos gibis da banquinha improvisada trazidos lá do Zé Colher (gibis que pegávamos escondido para ler debaixo dos pés de mexerica nos fundos de casa que fez despertar meu gosto pela leitura). Ali tinha quase de tudo. Meu pai tentava abastecer as necessidades da população local. Das doses de cachaça, das tacadas de sinuca, dos mantimentos vendidos, meu pai criou sua família. O empório ainda tinha uma máquina de sorvete em que os filhos homens aprenderam a arte de preparar gostosas massas geladas e picolés diferentes. Minha mãe, com a ajuda das irmãs tão unidas, ainda preparava saborosos bolos (com os quais arriscávamos fazer exóticos sanduíches com mortadela), enrolados de salsicha e outras delícias que somente aquelas mãos de fada sabiam arranjar, com receitas inventadas e guardadas na cabeça.

Seis filhos, colocados para ser alguém na vida. Dali, construímos as bases de nossas personalidades, solidificamos os pilares que sustentariam nossas vidas futuras e que lapidaram o caráter de cada um. Não se admitia outra coisa a não ser que tivéssemos dignidade, respeito pelas pessoas e muita responsabilidade. Os seis filhos passaram pelos balcões da venda da esquina da praça. E, entre as idas e vindas da casa para a venda - que eram geminadas, aprendemos a ser gente melhor, convivendo com os sábios e os bêbados (alguns mais sábios que muitos sóbrios), aprendendo a fazer conta de cabeça, a pensar rápido, a dar valor a cada centavo e a cada pessoa que por ali passava. 

A venda ainda existe. Meu pai, no alto de seus quase oitenta e dois anos, mantém vivo o que para nós é um templo. Diminuiu de tamanho, cedeu lugar a outros comércios com as divisões do prédio, mas é a certeza de vidas que ainda têm muita história para contar. A venda mora dentro de nós e retorna nas saudades de ontem, nos encontros do hoje e nas incertezas do amanhã. Não vai acabar tão cedo.

É isso aí!

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PERDA

15:58 José Luiz 0 Comments



Há muitos tipos de perda, muitas formas também de encarar as perdas. Elas são intimas da existência humana. Não há como viver sem que ocorram algumas perdas no caminho. Chegamos a dizer que perdemos até mesmo o rumo. Perdemos momentos, perdemos empregos, perdemos amigos, perdemos amores, perdemos pessoas.

Nesta batalha infinda, em que mais se perde do que se ganha, o que não podemos permitir em nós que prevaleça o medo de jogar, o medo de enfrentar a vida, de encarar as lutas. Aí, seremos derrotados antes mesmo de entrar em campo. Tentar e falhar não é o pior, pois com isso, pelo menos, podemos aprender. Agora, se a gente não encarar os desafios da vida, já nascemos derrotados. É sofrer a perda de não ter vivido aquilo que poderia ter sido, ter acontecido. Para avançar é sempre preciso deixar algo para trás, abandonar. É a dinâmica da vida.
  
O bom mesmo nesta vida é perder o medo de ser feliz. Perder, deixar que morem no passado os maus sentimentos, as coisas que ferem e deixam mal. Quem perde os bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais ainda; agora, aquele que perde a coragem, perde tudo. Assim, vivem a dizer que a morte é nossa maior perda. Na verdade, a grande perda é aquilo que deixamos morrer dentro da gente enquanto vivemos: o viço, a alegria de viver, a perspectiva do sonho, o desejo de ir além. Em meio a tantas perdas que a gente não se perca.

A gente perde porque acha que detém a posse, porque pensa que é dono de algo, ou de alguém. Pura ilusão. Somos donos de nada. Somos donos sim, de nossas próprias escolhas, e somos responsáveis por elas. Não podemos ficar desperdiçando energia boa em lamúrias por ter perdido algo. Passado até que é bom, para ensinar a gente a ser melhor. Mas, se fosse bom de verdade, nem seria passado, seria presente. Tem hora que o medo da perda nos faz perder coisa boa. “Não vou fazer isso porque posso perder aquilo”. E assim, vamos nos frustrando, impossibilitando de caminhar, de usufruir da linda aventura que é a vida. Uma coisa é certa: não existe vitória sem perdas, nem triunfo sem dor. E quando se perde, é porque viveu, tem história para contar, não passou em brancas nuvens. O livro está sendo escrito, longe de acabar.

É isso aí!

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TRAVESSIA #47 - PERDA

19:29 José Luiz 0 Comments


"Não podemos, em meios às nossas perdas, perdermos a nós mesmos."

Olá, amigos e amigas.

O quadro Travessia é transmitido pela 102 FM, todas as terças, às 8h. No programa que foi ao ar no dia 18 de julho falamos sobre a  PERDA.

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NA PONTA DA LÍNGUA - MENOS

21:05 José Luiz 0 Comments

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TRAVESSIA #46 MUDANÇA

17:21 José Luiz 1 Comments


"A mudança é coisa mais certa neste mundo. Nada permanece parado na estação do tempo."

Olá, amigos e amigas.

O quadro Travessia é transmitido pela 102 FM, todas as terças, às 8h. No programa desta semana (11/07), falamos sobre a  MUDANÇA.

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TRAVESSIA #45 COMPANHEIRISMO

15:56 José Luiz 0 Comments


"Companheirismo é estar junto, mesmo nas piores adversidades."

Olá, amigos e amigas.

O quadro Travessia é transmitido pela 102 FM, todas as terças, às 8h. O programa desta semana (04/07) foi sobre a  COMPANHEIRISMO.

Se não foi possível ouvir pela rádio, ouça por aqui. Você pode, inclusive, baixar e escutar pelo
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